Entre a data da publicação do artigo do dia 8 de Julho no Diário
do Norte e a próxima intervenção jornalística do Dr. Dias de
Azevedo medeia quase um mês. E que desenvolvimentos houve durante
essas semanas relacionados com o caso de Balasar? Houve mais do que
aqueles que nós conhecemos, mas vejam-se estes:
No
dia 8 de Julho, saiu a nota da Secretaria da Arquidiocese de Braga
sobre a venda de livros em casa da Beata; no dia 12, a Estrela do
Minho republicou o artigo do Diário do Norte; no dia 18,
o Pe. Leopoldino publicou no Ala Arriba, da Póvoa de Varzim,
uma nota favorável aos pontos de vista do médico; e em data que não
apurámos, mas, com certeza posterior ao dia 18, a Rádio Renascença
também se pronunciou contra o caso.
Os inimigos da Alexandrina não estavam parados.
No dia 3 de Julho, Jesus confidencia-lhe: “És caluniada, és
perseguida”. No dia 4, a começar a exposição dos seus sentimentos da
alma, queixa-se ela que lhe chamaram “a maior bruxa da humanidade”.
Nesse mesmo dia, Jesus declara-lhe: “Quanto mais caluniada, mais
semelhante és a Jesus”.
No dia 17, é Jesus que se queixa: “Estou triste com os que se opõem
à minha bendita causa. Foi, tem sido sempre a oposição demasiada. É
a perseguição satânica, é veneno de víbora”.
Fac-simile do “Diário do
Norte”, apenas para documentar e mostrar àqueles que o não
conheceram, como era o dito Jornal. |
No dia 1 de Agosto, que era primeiro sábado, recomenda Jesus à
Alexandrina:
“Diz ao te médico que o seu nome está escrito no meu Divino Coração
e os nomes de todos os que lhe são queridos. Nele estão escritos os
seus nomes. Nele ocupam todos lugares elevados.
Diz-lhe que o amo, amo, amo, porque ele é meu.
Diz-lhe que o amo, amo, amo, por ser defensor da minha divina causa,
da minha maior causa. Foi, é e será sempre o defensor por Mim
escolhido.
Coragem, coragem e confiança no Senhor Todo-poderoso, n’Aquele que
pode dominar todos os corações, naquele que é vencedor, naquele que
é triunfador sobre todos os homens!”
O
artigo de 4 de Agosto é todo ele de queixas, o que confirma que a
oposição à Beata Alexandrina não desarmara.
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